sábado, 24 de setembro de 2016

Limpeza

Eu consigo viver sem você.
Eu vivia muito bem antes.
Você veio, baguncou tudo que estava certo e me deixou em ruínas
Mas eu conseguia viver sem você antes
E vou conseguir agora
O foda era que parecia que minha vida toda, eu passei esperando por você
E você sempre foi tão diferente dos outros
De tudo
Mas isso não vai me empedir
Alguém melhor está pra chegar
Esta chegando
E ele não merece ser recebido nessa bagunça
Vou arrumar
Vou limpar
Vou colocar tudo em seu devido local
Eu jamais vou conseguir te esquecer, e nem quero
Por que você é uma boa lembrança
Uma parte bonita da minha vida
Minha primeira paixão
Mas será apenas isso
Uma memória de algo que nunca vai ser
E a gente vai se ver de novo, mas dessa vez vai ser diferente
Sem esperanças, sem sonhos, sem futuro
Apenas a sobra do que poderia ter sido
Do que poderíamos ter vivido
Vou olhar pra você sem as borboletas no estômago
Vou sorrir, te cumprimentar, te abraçar
E você vai sentir o fogo apagado
Você nunca vai queimar meu coração
Apenas esse amor que um dia senti
Ele sobreviverá
Em alguém melhor
Alguém que mereço
E que merece
Esse amor sim, farei durar!
E se não.. serão mais memórias
Guardarei nossos momentos com carinho dentro de mim, mas só os momentos
Eu te liberto
Meu ex futuro grande amor
Voe, meu anjo sem asas
Outro muleque virá..

Moleques

Eu gosto de moleques.
Um homem na minha vida agora, seria maravilhoso, me concertaria, me completaria, me faria entender o motivo da vida.
Mas eu gosto de moleques.
Esses moleques com alma de pipa avoada.
Que não tem pra onde ir, e passa a noite em corações estranhos.
Cada noite um coração
Mas seu coração em todos.
Gosto desses moleques, que não se preocupam
Ligam pra tudo, mas não ligam pra nada.
Ligam pra todas, mas não liga pra ninguém.
Esses moleques,
Que vagam pela vida como belos beija flores.
Eles tem meu coração.
Porque eu sei que não vou magoa-lo
E não vou dever nada
A única que precisa tomar cuidado, sou eu mesma, mas desses ferimentos sei cuidar
Esses moleques quase fora da lei, imorais, com jeito de malandro e atitudes duvidosas
Não duvido de vocês
Mas não duvidem de mim
Vou me apaixonar no primeiro abraço
Eu preciso de um homem de verdade
Meu espírito e mente clamam por isso
Alguém que de um jeito nessa bagunça que sou
Mas meu coração, tão do contra!
Sabe que são vcs, moleques
Que dão um jeito de verdade em mim
E eu mereço cada decepção
Mas por mais que eu tente fugir
Meus moleques... o meu corpo continua voltando pra vocês.

Meu corpo

Minha mente quer alguém de valor
Meu corpo pede por esse alguém que não vale nada
Minha mente pede um menino de respeito
Meu corpo vai atrás de um egoísta que me satisfaça
Minha mente quer alguém que me trate bem
Meu corpo quer alguém pra me dar um trato
Minha mente pensa em alguem para o futuro
Meu corpo quer alguém com urgência, agora!
Minha mente faz com que eu me dê ao respeito
Meu corpo só queria esquecer o que é isso
Minha mente é orgulhosa
Meu corpo é trouxa
Minha mente diz não
Meu corpo diz sim
Minha mente pede um homem
Meu corpo só quer o muleque.

Um nada

Tanto fez, que conseguiu.
Não é mais ódio, paixão, amor ou frustração.
Agora é tudo um grande nada
Um vazio
Um buraco
Nadinha aqui
...Será mesmo?

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Você Sabe

No começo, você não sabia. Talvez, se tivesse prestado um pouco mais de atenção, pudesse perceber o quanto meus sorrisos eram diferentes, quando direcionados a você; que a minha voz afinava e o meu olho brilhava quando via você atravessando aquela porta.

Você poderia, mas não, não sabia. Afinal, como você poderia saber se nem ao menos eu tinha noção do que estava acontecendo? Foi novo, foi rápido demais. Não, ninguém poderia saber. Eu queria ter descoberto antes...

Aquele nosso amigo em comum foi o primeiro. Ele soube, mas não levou a sério. Como levar? Era tão errado, tão irracional, tão sem nexo! Aquilo não fazia sentido. Nós não fazíamos sentido. Ainda não fazemos. E provavelmente, nunca vamos fazer.

Quando eu soube, foi avassalador. Estava ali, o tempo todo, mas meu inconsciente, tão racional, conseguiu esconder o máximo que pode de mim. Mas não havia mais como evitar. Uma vez que descobri, todos souberam. Seus amigos. Meus amigos. Todos, exceto você.

Talvez se você tivesse percebido, não teria me chamado pra sua casa aquele dia. Porque você saberia o que ia acontecer. Eu não pensei no que estava fazendo, e o seu ego é grande demais para impedir qualquer coisa. Depois disso, você soube. Ah, como soube!

Hoje você sabe que o que eu sinto por você não é amor. Não mesmo! Talvez nem ao menos seja paixão. É uma teimosia. É uma vontade incontrolável que tenho de te mudar, de te tornar esse menino perfeito que posso apresentar para minha família. Ao mesmo tempo, é o desejo de ser o tipo de mulher que você adora. De me moldar ao seu gosto, ser a sua namorada.

Você sabe que nunca daríamos certo. Porque eu te quero demais, quero tanto, que não aceito apenas o que você pode oferecer. Quero você por inteiro, todos os seus olhares, todo o seu carinho, toda a sua atenção. Mas seu amor próprio é muito grande. Você ama a si mesmo. Você não se magoa. Você vive bem assim.

Você sabe que o que sinto por você é inveja. Inveja do seu dom de ter quem quer, da sua habilidade de guardar sentimentos só pra si. De ignorar quem não te acrescenta. Você é modelo de pessoa fria que eu queria ser, e não consigo.

Você sabe que sempre vou correr atrás, mas você nunca vai ceder. Você não mudaria quem é por uma garota qualquer, porque você sabe o valor do seu coração, e você não o desperdiçaria.

Ah, muleque... Você sabe que, quando quiser, eu vou estar aqui. Eu sempre estou, né? Mas você sabe as consequências disso, por isso me deixa sozinha. Me sentindo um lixo. Não é por mal, eu meio que te entendo. Pelo menos eu tento.

Porque eu não sei. Não sei o que fazer pra te ter. Não sei o que fazer pra abrir seu coração, fazer você amar mais do que a si mesmo. Fazer você perceber, que os outros são só os outros, o que eles pensariam de você, de mim, de nós, não importa.

Eu não sei o que você tem que faz eu me sentir desse jeito. Eu não sei porque me importo. Não sei como melhorar. Não sei como tomar vergonha na cara. Não sei como desistir e não sei se vou sair daqui e ir atrás de você de novo. Mas você sabe. Você sabe.

Fluindo

É tão difícil colocar em palavras, que resolvi apenas deixar fluir... Deixar fluir.
Essa deveria ser a senha para viver a vida do jeito que se deve. Não pensar muito, não falar muito. Apenas agir e deixar as consequências virem depois... Ah, as consequências!

Elas vêm. Elas sempre vêm. De um jeito meio tosco, bruto e serpentino. Talvez se eu tivesse pensado melhor aquele dia, se tivesse esperado, se não tivesse agido por agir, eu ainda teria você aqui comigo. Não do jeito que eu queria. Não do jeito certo. Mas como deveria ser.

Você. Eu. Que dupla! Poderíamos ser um time incrível. Não precisava de beijos, ou carícias. Eram os nossos conselhos mútuos, nosso jeito parecido de encarar a vida, mesmo sendo tão diferentes.Mas a gente se precipitou. Não pensamos, só agimos. Só deixamos fluir.

Alguns minutos da expressão do que os nossos corpos pediam, e estragamos todo o resto. Não posso mais te admirar em segredo, e a visão que você tinha de mim mudou. Nós mudamos. No final, tudo era uma farsa. De repente, a gente percebe que aquela relação não era tão forte quanto imaginávamos. Nosso jeito de ver a vida não é tão parecido.

A verdade é uma consequência que dói. É traiçoeira, porque sempre estava ali, apenas nossos olhos não conseguiam enxergar. Ou vai ver, apenas os meus não enxergavam o que estava escancarado: a gente não combina. Éramos um time fadado ao fracasso.

Deixando fluir, fica ainda mais claro: aconteceu o que deveria acontecer. O que estava destinado a acontecer desde o primeiro dia que te vi. Conhecer você não pode ter sido apenas o acaso. Não sei se foi destino, um golpe de sorte, um golpe de azar ou uma infeliz coincidência. Mas foi algo. Você me mudou de um jeito irremediável. E eu sei que te ensinei alguma coisa, de todo modo. Nossas vidas se entrelaçaram, fizeram um nó sufocante, mas que foi desatado tão rápido. Mais rápido do que deveria.

Você e eu, deveria ser tão certo.
Eu e você, como pôde dar tão errado?

O que restou em mim foram várias lembranças de um período curto de tempo da nossa relação inocente e vaga, mas que contariam um livro. Um livro de escrita leve, daqueles que você devora, e torce para que não acabe tão cedo.

Pra você, é isso. Acabou. Aconteceu o que deveria ter acontecido. Fluiu.
Pra mim, isso é uma parte da história. Foi bonito e confuso. Muito confuso! E no futuro, quem sabe, a gente passa a limpo, e tenta completar essas frases sem sentido, esses diálogos inacabados e essas interrogações espalhadas. É só um rascunho, oras!

Eu deveria fazer com você o que você faz comigo. Entende que acabou, e não insiste. Mas é tão difícil não insistir, quando você está há alguns passos daqui. Seu calor continua radiando em mim como nada antes. Essa queimadura arde, mas eu gosto, você sabe. Você é, ao mesmo tempo, a pílula que me mata e a porção que me cura. Mas nós dois sabemos as consequências de uma dosagem errada.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Segundo Teste

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